sexta-feira, 11 de outubro de 2024

 


 

O Piano

                                                   Eliane D. Fernandes

 

A noite se apresentava sombria e mais escura do que de costume, a imagem de Nossa Senhora da Guia, em uma mesinha na sala, mostrava-se mais triste, um dos seus olhos tinha até perdido a sua cor iluminada. O que estaria para acontecer? Ou é imaginação de uma mente fértil, cheia de medos?

Andarilho era o meu irmão Arthur, corria todos os dias à procura de um físico mais saudável e um porte de atleta. Sempre que eu o via, ficava a dizer: por que tanto exagero se a vida corre tão rápida mesmo? Para que correr, já que ela corre por nós? Às vezes eu ficava com pena de quem corria tanto ou fazia exercícios sem parar. Exercícios faço, varrendo a casa, lavando o chão, enfim, fazendo os serviços domésticos. Seu Elias, dono de uma academia, dizia assim: - não serve. Ora, ora!

Acho, porém, que isso é conversa para convencer os que não gostam de trabalhar se esforçando, gostam é de sair de casa, passear e não ficar preso a serviços domésticos.

Sinceramente, eu, Maria de Chiquinho, adoro! Tenho saúde, varro, pego em baldes cheios d’água e depois vou tocar piano. Meu piano foi presente de meu pai, Chiquinho, comprado com muito esforço para satisfazer suas filhas gêmeas, eu e a Manu.

No silêncio e calma dos meus momentos, converso com meu piano e ele, sonoramente, me responde em cada nota que toco, e me diz em um só tom: - eu canto por ti, eu choro por ti e vibro a tua alma, em um dó, ré, mi...

Escondida em meu refúgio, tento sempre entender essa conversa sonora e interessante. Do meu piano vejo a santinha, ela também, com a sua força sagrada, parece, em alguns momentos, querer chorar, derramar lágrimas santas, ou me acalentar. Estava eu agarrada a pensamentos que me pareciam estranhos.

Na minha morada, florida pelas lindas jardineiras diversas, orquídeas floresciam. As cores penetravam no ambiente, dando um ar de perfeita harmonia.

O Arthur bem-humorado, sempre que podia, escancarava seus dentes em sorrisos de menino peralta, porém de muita criatividade. E foi assim, que resolveu oferecer uma grande festa a Nossa Senhora. Pediu dinheiro a mamãe Madá, foi na lojinha da Igreja e comprou diversas medalhinhas, para atender a religiosidade das pessoas que por lá em casa aparecessem. “Hum, que chance!” - dizia ele - de ficar bem pertinho de Deus.

Ele nos seus poucos anos de vida, às vezes chegava a confundir certas coisas filosóficas ou teológicas, mas tudo em sentido positivo.

A festa estava para se cumprir. Arthur, Manu, eu e meu pai Chiquinho, com a rainha da família, minha mãe Madá, estávamos animados e prontos para apoiar a comemoração a Nossa Senhora. Nossa casa, com ares de paz e alegria, parecia contemplar a Deus.  Rezamos por todos, pedindo misericórdia, e oramos pelos doentes da família e amigos. Um sininho pequenino, em um canto da casa, badalava cada vez que um passava e dava uma balançada nele, trazendo graças a Nossa Senhora da Guia. As velas acesas bailavam através do vento e da brisa que invadiam o ambiente e todo o nosso ser.

De repente, Manu saiu da sala e foi atender seu celular que não parava de tocar. Nesse instante, mamãe, um pouco assustada, vislumbrou a Santinha que apresentava seu olho esquerdo, antes turvo e sem luz, agora iluminado, além de um doce e meigo sorriso expresso em sua face. Assim como saiu rápido da sala, Manu retornou, chorando e sorrindo ao mesmo tempo, e foi explicando que o tio Miguel tinha ligado para anunciar a melhora considerável de sua irmã, Tudinha, que passava por um processo irreversível de uma doença que a levaria à morte. Os médicos estavam sem entender a sua melhora. Perplexos ficamos todos.

O milagre aconteceu! Disse mamãe, emocionada. Quantas orações e pedidos fizemos pelo restabelecimento da saúde de Tudinha. Todas as orações tinham como foco principal o pedido a Nossa Senhora para a sua melhora.  Nossa fé parecia se fortalecer mais e mais. Os agradecimentos eram feitos de joelhos, de pé, sentados, com humildade e força nas orações.

De longe, Tudinha rezava, grata ao Deus Supremo pela sua cura, e não cansava de enaltecer a visita que teve, na noite anterior a sua melhora, de um anjo de túnica branca, acompanhado de uma linda mulher, que a cercava e a cobria com os seus mantos branco e azul celeste.  A Virgem Maria estava ali no seu caminho, diante dos seus olhos, antes com lágrimas, agora transformadas em brilhantes safiras azuis e sorriso. Era o sorriso da Virgem Maria.

Neste mesmo momento, ecoava um som harmônico de um piano, que tocava em suaves acordes. Mãos talentosas corriam pelo teclado, trazendo beleza e encanto ao ambiente, sublimando toda a casa, as mentes e os corações de todos que ali estavam. Um caminho sonoro se formava e nossos passos acompanhavam a chuva de bênçãos que caíam dos céus sobre nós, embriagando-nos com um lindo Hino de adoração e louvor.

Era o Hino à Virgem Maria, orquestrado, não só pelo piano, mas por um lindo grupo de anjos com harpas e cantos abençoando todo o nosso lar. Apreciávamos as notas musicais que voavam pelo ar, sopradas pelos ventos, soando em ritmos de calmaria, trazendo a sensação de relaxamento e alegria as nossas vidas. O Piano, agora colorido de paixão em Cristo, tocava em movimentos festivos, e os presentes sorriam ao mesmo tempo que choravam de emoção.

Rios de lágrimas escorriam pelo meu rosto e os cabelos, de tão molhados, mudaram de cor, e minha boca seca não conseguia gritar de alegria. Assustada fiquei, tremi, balbuciei e falei em milagre, quase sucumbi, quase morri, o que não aconteceu porque ACORDEI! Acordei rezando para Tudinha: Ave Maria, cheia de Graça...

Fico agora a aguardar o milagre, convicta de que anjos de Deus descerão dos céus abençoando as nossas almas e confortando os nossos corações.

Salve Deus Senhor! Amém


sábado, 16 de março de 2024

 

Lenda sobre amizade

Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo  deserto e em um determinado ponto da viajem discutiram. O outro ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia: HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU NO ROSTO.

Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se  pegou um estilete e escreveu numa pedra: HOJE MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.

Intrigado,  o amigo perguntou:

_ Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra?

Sorrindo, o outro respondeu:

_ Quando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarrega de apagar; porém quando nos faz algo grandioso, deveremos gravar na pedra da memória do coração, onde vento nenhum do mundo poderá apagar!

Fonte: Filosofia- Mytos Editora. Com referência: http://www.bilibio.combr/mensagem/78/Lenda+ Árabe.htm/

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

 


Notas>

Excelente material


Instrumento de Avaliação do Repertório Básico  de Alfabetização-IAR

INSTRUMENTO DE

AVALIAÇÃO DO

REPERTÓRIO

BÁSICO PARA A

ALFABETIZAÇÃO

SERGIO ANTONIO DA SILVA LEITE

IAR


 



Muito bom para o trabalho psicopedagógico

Os manuais papaterra são livros de exercícios que tem como objetivo ativar habilidades cognitivas de pessoas dos 8 aos 100 anos. Eles se destacam pelas cores.


 


Baseado em estudos de material do MEC





Altas Habilidades/

Superdotação


IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA SUPERDOTAÇÃO



 Consciência de que o futuro de uma nação depende:

    → da qualidade e competência dos seus profissionais

    → da extensão em que a excelência é cultivada

    → do grau em que condições favoráveis estão presentes no 

         ambiente

 Preparar os líderes e talentos profissionais de amanhã

 Consciência da necessidade de se buscar a auto-realização

 Disseminar a área das altas habilidades/superdotação na sociedade

 Reconhecer a necessidade de excelência nos diversos campos do conhecimento como fator de desenvolvimento social 

TERMINOLOGIAS


Superdotado  e talentosos


São crianças que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade nos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes visuais, artes dramáticas e música e capacidade psicomotora. 


Em 1994, essa definição foi ligeiramente modificada, incluindo-se o termo “altas habilidades” substituindo-se “crianças” por “educandos” e retirando-se “talentosas”, 



Altas habilidades/superdotados



São educandos que apresentam notável desempenho e/ou elevada potencialidade nos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual superior, aptidão acadêmica específica, pensamento criativo ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes e capacidade 


Para Renzulli no seu Modelo dos Três Anéis 


O comportamento superdotado consiste na interação entre os três grupamentos básicos dos traços humanos: habilidades gerais e/ou específicas acima da média, elevados níveis de comprometimento com a tarefa e elevados níveis de criatividade 



Habilidade acima da média


 Alto nível de pensamento abstrato

 Processamento rápido e preciso de informações

 Uso apropriado de informações, técnicas e estratégias

 Habilidades gerais e específicas de alto nível


Criatividade


 Fluência, flexibilidade e originalidade de pensamento

 Sensibilidade a detalhes

 Abertura a novas experiências

 Desejo de correr riscos


Envolvimento com a tarefa


 Alto nível de interesse e entusiasmo por área de estudo ou tópico especial

 Perseverança, energia, trabalho, determinação, dedicação e na realização de atividades de interesse

 Crença na própria habilidade de desenvolver um trabalho, autoconfiança

Precoce 


  Crianças que apresentam alguma habilidade específica prematuramente desenvolvida em qualquer área do conhecimento, como na música, na matemática, nas artes, na linguagem ou na leitura


Prodígio 


   São crianças precoces que apresentam um alto desempenho, ao nível de um profissional adulto, em algum campo  cognitivo específico na música,  acadêmico, literatura, pintura (Morelock e Feldman, 2000)

:

Ex: Wolfgang Amadeus Mozart

Gênio 


O termo deve ser reservado para descrever apenas aquelas pessoas que deram contribuições  originais e de grande valor à humanidade em algum momento do tempo




Ex: Leonardo da Vinci, Gandhi, Villa Lobos, Pelé


Savants


Caracterizam-se por uma habilidade significativamente superior em uma área específica, ao mesmo tempo em que apresenta um atraso mental pronunciado

ASSINCRONIA


Surge quando alguma das capacidades humanas se desenvolve mais que outras


Falta de sincronicidade no desenvolvimento cognitivo, emocional e físico


O superdotado encontra-se em risco psico-social se estiver, ao mesmo tempo:


→ Fora do estágio – lidando com conceitos e metas bem além do esperado para sua idade

→ Fora da fase – alienado, distante do grupo de pares ou sem amigos com quem possa interagir

→ Fora de sincronia – sentindo-se diferente, e que não pode, não deve ou simplesmente não se adapta

Tipos de Superdotação (Renzulli)


 Superdotação do Contexto Educacional – indivíduos que se saem bem na escola, aprendem rapidamente, apresentam um nível de compreensão mais elevado




Superdotação Criativa-produtiva – diz respeito àqueles aspectos da atividade humana na qual se valoriza o desenvolvimento de produtos originais.

Esses educandos apresentam notável desempenho e/ou potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados:


Capacidade Intelectual Geral – envolve rapidez de pensamento, compreensão e memória elevadas, capacidade de pensamento abstrato, curiosidade intelectual, poder excepcional de observação;



Aptidão Acadêmica Específica 


 Envolve atenção, concentração, motivação por disciplinas acadêmicas do seu interesse, capacidade de produção acadêmica, alta pontuação em testes acadêmicos e desempenho excepcional na escola;

Pensamento Criativo ou Produtivo


Refere-se  à originalidade de pensamento, imaginação, capacidade de resolver problemas de forma diferente e inovadora, capacidade de perceber um tópico de muitas formas diferentes;


Ex: Leonardo da Vinci



Capacidade de Liderança


Refere-se à sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, capacidade de resolver situações sociais complexas, poder de persuasão e de influência no grupo, habilidade de desenvolver uma interação produtiva com os demais;


Ex: Gandhi

Talento Especial para Artes


Envolve alto desempenho em artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou cênicas (por exemplo, facilidade para expressar idéias visualmente; sensibilidade ao rimo musical; facilidade em usar gestos e expressão facial para comunicar sentimentos)


Ex: Villa-Lobos


Capacidade Psicomotora


Refere-se ao desempenho superior em esportes e atividades físicas, velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora fina.


Ex: Pelé

CARACTERÍSTICAS INTELECTUAIS, EMOCIONAIS

 E SOCIAIS


Nem todos os indivíduos superdotados apresentam as mesmas características de desenvolvimento e comportamento


Características intelectuais


 Habilidades superiores de pensamento (como análise, síntese e  avaliação) 

 Fluência de idéias (produção de muitas idéias);

 Reação positiva a elementos estranhos e novos;

 Originalidade de idéias (forma original de resolver problemas);

 Grande bagagens de informações sobre temas de interesse;

 Paixão por aprender;

 Concentração;

 Facilidade para entender princípios gerais

Características Emocionais e Sociais


 Apresentam grande sensibilidade proveniente do acumulo de uma maior quantidade de informações e emoções que geralmente estão além do que podem absorver e processar


 São mais curiosos, sensíveis, perceptíveis e apaixonados


 Mostram-se mais descontentes, frustrados e ansiosos

Problemas Emocionais mais Freqüentes


 Dificuldades nos relacionamentos sociais


Dificuldade em aceitar críticas


Não conformismo e resistência à autoridade


Recusa em realizar tarefas rotineiras e repetitivas


Excesso de competitividade


Intensidade de emoções


Preocupações éticas e estéticas


Ansiedade e Autoconsciência elevada

Problemas associados às características dos superdotados

(Webb, 1994)


Característica: Adquire e retém informações rapidamente

              Problema: Impaciente diante da lentidão dos colegas; não gosta da rotina e a repetição


Carcterística: Curiosidade intelectual e atitude inquisitiva; motivação intrínseca; busca por significados

            Problema: Faz perguntas que incomodam ao professor; tem vasta gama de interesse, esperando o mesmo dos outros


Carcterística: Amplo vocabulário e proficiência verbal; tem amplas informações em áreas avançadas

            Problema: torna-se entediado com o colégio e a escola, visto pelos outros como o “sabe tudo”

Característica: Pensamento crítico elevado, tem altas expectativas;  é auto-crítico e avalia os demais

              Problema: Intolerante ou crítico dos demais; pode tornar-se desencorajado ou deprimido; perfeccionista



Característica: Intensa concentração;longos períodos de atenção em  áreas de interesse; persistência; comportamento dirigido a metas

            Problema: Resiste à interrupção; negligencia deveres ou pessoas durante períodos de interesse focalizado; obstinação


Característica: Sensibilidade e intensidade emocionais; empatia com os outros; desejo de ser aceito

             Problema: Sensibilidade excessiva à crítica e/ou rejeição dos colegas; espera que os outros tenham valores semelhantes; sente-se diferente e alienado

Característica: Independente; prefere trabalho individualizado, confiante em si mesmo

           Problema: pode rejeitar o que é imposto pelos pais ou colegas; não conformista



Característica: Criativo; gosta de novas maneiras de fazer as coisas

          Problema: é questionador e tende a rejeitar o que é tido como conhecido; seu pensamento e ação divergentes pode levar à rejeição por parte dos pares ser visto como diferente e fora do compasso


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

 



Obrigada aos meus seguidores. Adorei !

O contato é muito bom e fiquei muito feliz. O blog estava um pouco parado,

 mas vou tentar dinamizá-lo com o apoio de todos.

Grande abraço para Maruzia e Rosenita.

terça-feira, 5 de setembro de 2023

 

PEREGRINAÇÃO DE NOSSA SENHORA DA GUIA EM JOÃO PESSOA – 2023

13ª Visita

 

        A Peregrinação de Nossa Senhora da Guia neste ano de 2023, como todos os anos, nos traz momentos de  felicidades  e alegrias  quando da sua vinda  até  João Pessoa, nossa capital paraibana, em uma ação de graça, oferecida pela Diocese de Patos, aos filhos e amigos que residem distantes.

        A programação teve início no dia 21 de agosto, com a celebração da missa pelo pároco da Catedral de Patos, Pe. Adailton, conduzindo, em meio a cantos litúrgicos, a imagem Sagrada de Nossa Senhora da Guia, posta com muito zelo em um belo altar, preparado pelo casal Edalmo e Emeline. A cerimônia teve prosseguimento fervoroso e rica homilia, louvores, reflexões e momentos de espiritualidade.

Assim sucedeu-se a visitação de Nossa Senhora da Guia às residências dos patoenses: Leda, Wema, Eliane, Márcia, Erli / Goreti, Toyama /Rienze, Reginalda e Vera.

O acolhimento se deu com muita emoção em todas as casas. Cantos de entrada, evangelhos, louvores, palavras sagradas, sempre pedindo graças a Maria, nossa Mãe, pelas famílias, por uma vida no caminho de Deus, e para que a nossa voz seja escuta perene. Pedimos também que a Virgem da Guia aponte os melhores caminhos, oriente os nossos atos, aumente a nossa força e fortaleça a nossa fé e que no Céu ela seja sempre a nossa luz e guia, iluminando os seus devotos e agasalhando com o seu manto sagrado aqueles que hoje estão no Reino de Deus e vibram com os cânticos dos anjos, em suas harpas sonoras e harmoniosas, sob o olhar da Santíssima Virgem.

 

E assim, são muitas as bênçãos da Imaculada Mãe, Nossa Senhora da Guia, que olha para seus filhos com amor e proteção.  

        Recorreremos sempre a admirável Mãe, nossa Mãe amada, Mãe que nos aconselha, que nos protege e leva nosso canto de amor ao nosso Pai Maior. 

Nos momentos de dificuldade, nas tempestades que enfrentamos na vida, pedimos que olhe por nós, que rogue por nós, que tenha misericórdia, e que encha a nossa vida de esperança, abrande as nossas dores e ajude a alegrar a nossa alma.

Que Maria interceda por nós junto a Deus e que nossas súplicas sejam atendidas. Rogamos a Paz no mundo, o fim da violência e da fome que impera em nossos dias. Rogamos também pelas pessoas sem teto e abandonadas.

        Registramos aqui a Importância da   ladainha inclusa nas 8 noites da novena, onde Cícero e João Victor, dirigentes das orações, conterrâneos e memorialistas de uma terra amada, se transcenderam em adorações, em palavras, em vozes de força e ânimo aos participantes da peregrinação de Nossa Senhora da Guia.

        Gratidão a Diocese de Patos, a todos que receberam a Virgem Santíssima, a Paróquia de São Pedro Pescador, seu pároco, a Coordenadora da Comissão organizadora Roberta Lustosa, Fátima César, Fátima Jansen, Soraya, Vânia, Lúcia e Josean, Cícero, João Victor e todos os filhos e amigos de Patos seguidores e devotos a Nossa Senhora da Guia.

         Que os anjos nos concedam glórias, amor e sabedoria cristã.

“Glória a Jesus eu canto, porque veio ao mundo por Maria, nos salvar”.

       

        Vamos aclamar a Nossa Senhora, hoje aqui a réplica da bela imagem vinda de Portugal, que se encontra no altar da Catedral em Patos e rezar com fé a sua oração:

 

Oração de Nossa senhora da Guia

“Sede Luz e Guia para todos os que invocam. Ajudai-nos a ouvir e a guardar a palavra de Deus. Intercedei pelos doentes, famintos, oprimidos e por todos os que sofrem, e não vos esqueçais dos pobres pecadores”.

                                                                  

 

 

Viva Nossa senhora da Guia! Viva!

Viva  os 13 Anos de Peregrinação

de Nossa senhora da Guia de

Patos a João Pessoa! Viva!

 

 

                         Eliane Dutra Sátiro Fernandes

         

 

       

 

 

João Pessoa 30 de agosto de 2023

 

João Pessoa, 04 de maio de 2023

Carta a Flávio Sátiro (Sásio)

 

            Flávio querido, estou a escrever estas palavras para você, com muitas saudades. Saudades de nosso convívio diário, de suas palavras fortes, de sua voz única e bela, de seus gestos nobres, de sua calma, tranquilidade, seu humor que muitos nem conheciam, mas que me fazia rir e admirá-lo pela forma inteligente como tudo se desdobrava. Saudades também dos seus momentos de silêncio, de reflexões de vida, de onde, geralmente, saía algo muito bom, rico e construído com muita paixão e sabedoria.          

            O mais impressionante era que, a cada final do dia, você me presenteava com coisas magníficas. Presentes como o coração que, de alegria, batia feliz só de vê-lo, como as histórias bem contadas e todas interessantes, os chamados para comentar suas pesquisas ou escritos, o compartilhar dos programas de TV, de filmes de faroeste ou novelas de época, os passeios no shopping ou as viagens divertidas, que você guardava na mente como se tivesse vivenciado naquele momento. E as risadas, fortes e únicas, cheias de alegria, muitas dessas relembrando as peraltices dos filhos, ou falando pelo telefone com algum deles ou com os netos, trazendo alegrias e coisas novas para nós. Você se diferenciava da maioria das pessoas porque nunca falava de ninguém - se assim tivesse esta vontade, faria com humor para a própria pessoa. Assim como os seus passos, você sempre foi muito leve, deixava só rastros de amor, paz e segurança, e que aqui estão marcados como estrelas reluzentes. O vejo a todo momento, só não consigo vê-lo quando as lágrimas embaçam minha visão. Mas o meu coração, mesmo dolorido, sente o seu abraço, o seu calor, com toda aquela doçura sussurrando “beleza!”

            Tudo mudou repentinamente, e você partiu com a mesma calma que sempre o envolveu. Com o mesmo jeito que chegava de mansinho, às vezes me assustando pela delicadeza do andar, sem barulho, sem arrastar o sapato ou chinelão. Assim você foi, sem dizer adeus, sem dizer que já ia partir para tão longe. Agora o procuro e só acho a linda visão de seus gestos, de sua postura sentado no sofá ou na cadeira do quarto, ou em frente ao computador amigo, instalado no seu refúgio da casa. Refúgio esse que eu sempre respeitei, deixava você à vontade nele, para que aproveitasse dos seus momentos privados, de meditações, reflexões, produções e de orações. Sei que agora está em um Palácio Sagrado, florido, multicolorido, com raios de sol e luar adentrando pelos jardins de rosas cheirosas e botões a abrirem para mostrar a verdadeira vida completa e eterna. Lembro do seu poema “A Vida é um Mistério”, onde você se coloca dizendo:

Dizem que a vida tem muitos mistérios.

Oh!, quanto engano,

O mistério é que tem muitas vidas.

Por mais que eu tente matá-lo decifrando-o,

Ele renasce, qual uma fênix,

Das cinzas de seu próprio corpo.

Por isto eu não mais tento decifrá-lo.

Eu me limito a viver o mistério

            Este mistério eu queria entender, descobrir o segredo da vida e poder agradecer.  Foram 55 anos de muita cumplicidade, de muito canto de amor. Os poucos dias nebulosos que passamos, ou dificuldades, foram superados rapidamente, pelo laço forte de amor que nos unia. As orações continuam para você e para que eu tenha forças, orações vindas de familiares e amigos.

            Partilhamos juntos em espiritualidade a sua missa de 7º dia, na igreja de Nossa Senhora de Fátima, onde foi linda e confortante a homilia de Padre Berg. No hospital, você ainda doente, lembramos também que Padre Berg fez orações e dedicou alguns momentos sagrados, o ungiu, dando graça especial para o enfrentamento de suas dificuldades com a saúde. Assim você passou o período da quaresma, como que se preparando para a Páscoa. Assim foi o seu domingo de Páscoa no hospital, com o corpo debilitado, mas com o coração e pensamento na preparação aos céus, na Ressurreição, como foi o Cristo nosso Salvador. No Reino de Deus, para a Vida Eterna.

            Em Patos, muitas missas foram celebradas em sua intenção. Fomos todos assistir à missa no oitavo dia de sua passagem. A Igreja Nossa Senhora da Guia (Sua Santa Devota), com seus cânticos, nos envolveu pelo divino ali presente. Continuamos as orações na casa que lembra toda a sua família e que você sempre nela marca presença. Nesse momento único, todos de mãos dadas e em círculo, pudemos orar mais um pouco, manifestar nossos sentimentos e em meditação nos aninhar na sua alma, agora grandiosa e iluminada.        

            Cantaremos sempre para o Nosso Senhor, cantaremos eternamente a nossa alegria e o tempo de felicidades que passamos juntos. 

            Em razão do seu passamento, nossos filhos, genro, noras e netos foram de uma delicadeza extrema. Chorando, cercaram-nos de carinho, muito amor e continuam neste mesmo ritmo, com cuidados e de braços abertos a nós.  Digo nós, pela luz que emana de uma outra dimensão, com anjos que tocam e exaltam a sua chegada, uma festa que apreciamos com você.

Falando em filhos vamos relembrar os versos que você tão bem poetizou:

                        A lição dos filhos

            Os filhos ensinam uma coisa,

            Podem até ensinar outras.

            Podem mesmo pensar

            Que ensinam tantas mais.

            Porém, de todas as coisas que

            Os filhos possam ensinar,

             Uma só basta:

            Os filhos ensinam que o tempo passa.

            E o tempo passou. Um dia você, admirador de Manoel Bandeira, musicalizou o seu poema, “Consoada”, uma ode à morte, que passo a descrever a letra neste espaço e que certamente vai ser ouvida por muitos em forma de música cantada, que o maestro João Alberto Gurgel enalteceu em vozes de coralistas. Uma peça!

                                                                                        

Manoel Bandeira

Consoada

                   Música de Flavio Sátiro

Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

 

Neste espaço, coloco também a letra da música “Sonho de Amor”, de Frans Liszt, com letra adaptada por Carlos Santorelli. A canção é de um encanto incomparável.

 

Sonho de Amor de Liszt

Carlos Santorelli

Sonhei com você
Um sonho bom sonhei sim
Um sonho de amor
Feliz fiquei ao ver você sorrir
Um sorriso de amor

E assim eu me senti
O mais feliz no amor
Amor, amor
Meu amor

És tudo para mim
Flor do meu jardim
E eu vivo pra lhe amar

Sonhei sim com você
Sonhei, sonhei, sonhei
Mas foi um sonho acordei

            Quando você lançou o seu primeiro livro de poesias “Geografia do Corpo” fez para mim a dedicatória:

Para Eliane ler, riscar e assinalar as suas preferidas.

Flávio.

            Todas as suas poesias têm um significado muito forte, são belas, algumas românticas, filosóficas, outras críticas ou bem-humoradas. Gosto de todas, porém, uma me faz gritar para o mundo todo ouvir, toca com doçura e segurança a minha alma:

Maternidade

A Eliane

Vagidos de silêncio

Enchem teu ventre

Enquanto esperas ansiosa

O instante de lágrimas

Mas transposto o momento de incertezas,

Descansarás, terna e bela, ao meu lado,

Na contemplação de um novo dia que nasce.

            Nossa história de amor fica gravada para sempre na minha mente, retratada em cores e luzes e escrita com a tinta sangue que circula meu coração. Digo também que como sempre preparei com muita antecedência minhas bagagens de viagens, a do nosso reencontro será ainda mais especial, será cheia de muito amor e de laços de carinhos que unem a nossa linda família. Continuaremos as nossas promessas.

Beijos encantados de sua

Lan, Eliane

domingo, 23 de janeiro de 2022

 

BENJAMIM

                                                                              

                                                                             Conto de Eliane Dutra Fernandes

 

O vento balançava as folhas com uma velocidade descomunal, os galhos despencavam pelo impulso da ventania e os campos floridos se misturavam com terras, galhos, folhas e pétalas de rosas. Algo acontecia mostrando um fenômeno que estava para vir. A imaginação apavorava o pequeno Benjamim, seus óculos já embaçados não o impediam de enxergar o que à sua frente aparecia. O real o confundia com a sua mente fértil de criança observadora, quieta, calada, surpreendente e até um pouco estranha. Naquele caminho agora íngreme, dificultoso e sem a bela paisagem que antes exibia, surgia  espantosamente de um fumaçeiro aquele bichinho de olhos compridos e boca larga, orelhas grandes e antenas pontiagudas na cabeça. Uau!

Benjamim não conseguia falar nem gritar, mas de boca entreaberta e tremendo sem parar, começava a ativar seus neurônios, que em conexão geral com aquele espaço, aquele momento e aquele tipo sobre humano, já fazia as coordenadas para um entendimento racional e profundo.

O pensamento o levava a um diálogo telepático, silencioso, mudo, ardente e originalmente superior a qualquer outra forma de contato conhecida.

              - O que queres e pra que viestes ?

            - Eu vim para te ver e castigar tal mundo ruim.

- Não sabes o que dizes nem conheces o meu mundo...

            - Mostra-me, garoto, então!

Para aquele pequeno orelhudo o mundo apresentava uma estampa suja, feia, as pessoas desumanas, assassinas, corruptas, ladrões de vida e de bens materiais, o ambiente destruído, queimadas, secas...

De mansinho tudo ia clareando, a fumaça se dissolvia e o Benjamim, solto e livre de traumas, seguia calmo e feliz para sua casa. Terá sido sonho? dizia ele. Claro que sim e ria, ria, ria...

No caminho de casa lá estava o velhinho que atenciosamente Benjamim protegia. Protegia-o nos dias de chuva, levando-o para a garagem de sua casa, dava-lhe roupas quentes e facilitava-lhe um banho, comida e boa dormida. Benjamim, no entanto, não tirava do seu pensamento aquele ser orelhudo, pequeno, mas que não lhe dava medo. Como gostaria de vê-lo novamente, Terá sido sonho?

Na escola,  os colegas o olhavam e sempre alguém dizia “que estranho este Benjamim”. Olha mesmo o que está a fazer. Em vez de brincar no recreio está ele ajudando ao mais preguiçoso da sala nos seus deveres, está lá, tentando ensinar alguma coisa. Mas veja agora! Ele não se defende nem das ofensas que fazem a ele. Hoje mesmo o chamaram de cego pelos óculos de grau que ele usa, o chamaram de desengonçado e magrelo. É mesmo um tonto, diziam. Professora, professora, como este lerdo tira notas tão altas?

Enquanto isso, Benjamim organizava um pequeno local para ensinar a uns pequenos que tinham dificuldades  em aprender. Ao mesmo tempo,  com  um dos seus amigos resolveu  fazer um movimento e criar também uma horta na Escola e em outra Escola vizinha  compartilhar a ideia  e convencer a diretora a plantar fruteiras com a ajuda de alguns pais que entendiam de plantações.

            Um dia, Benjamim passava por uma das ruas quando observou um grupo pequeno de pessoas ao redor de um espaço  conversando,  gesticulando e apontando para o chão.  Que bom vê-los aqui! Disse o Benjamim.  Será que tiveram a mesma ideia que eu? Uma linda praça poderia surgir neste recanto tão belo.  Sim, sim, disseram, era isso mesmo que estávamos a discutir.

Por trás de uma árvore frondosa, exuberante  e majestosa, Benjamim tornou a ver aquele orelhudo  desengonçado, de  dedões azuis  acenando para ele. Não estou sonhando, será que não estou sonhando? Ele está me observando, me seguindo.

Uma nova visão deslumbrou o tal visitante que de tão pelado e magrinho que era, mostrou-se como um lindo Anjo encantado e cheio de doçura. O que teria mostrado o Benjamim de tão maravilhoso para essa transformação metamorfoseada?

Um mundo encantado foi aparecendo em uma tela viva, crianças corriam animadas, pais beijavam e cuidavam de seus filhos com amor e complacência, mendigos recebiam comidas, roupas, um leito para dormir, os gatinhos e cães amaciados pelas mãos dos donos miavam e latiam harmonicamente. Os idosos felizes recebiam o carinho dos filhos e das meigas cuidadoras. O verde resplandecia pelos campos  do  planeta  terra, as águas azuis do mar, num indo e vindo, traziam hinos de amor e de doutrinação, as orações aconteciam em uma prova de santidade humana.

Um outro conceito de mundo  surgia  com sonoridade. A  música se elevava em  caminhos mágicos, quantas reservas ambientais, quantas  pessoas boas, magníficas,  maravilhosas, meigas, gentis, amorosas e caridosas. Crianças que nascem como esperança para um  mundo cada vez  melhor. Você me pediu que eu te mostrasse meu mundo. Eis aqui, disse Benjamim ao seu pequeno amigo. Hum! Hum! sussurrava o Anjo em devaneio sublimado em  uma nuvem branca e gloriosa.

Drogados e marginais, assassinos , homens sem caráter, ladrões e mentirosos, invejosos e ambiciosos, destruidores de ambientes, onde estão, cadê, então? Perguntou o Anjo, admirado.

Benjamim com a sua inteligência de menino Nerd, sem qualquer  interesse, ambição ou  mesmo temor, mostrou ao bichinho orelhudo, agora Anjo, que a terra não era aquilo que ele se acostumara a ver e que destruir ou castigar levaria o planeta a um mundo  de pó, de partículas que se perderiam no Universo da criação Divina. E de braços abertos fitando aquele augusto Anjo, traduzia o seu sussurro  Que o mundo é mundo, é vida, é beleza, é tela em que, em construção multicolorida, o  Criador  lentamente desliza os seus pincéis e o vai tornando estrela da perfeição e de  amor eterno”.

Enfeitiçado  Benjamim foi vendo o Anjo, que em carruagem exuberante, rodeado por uma luminosidade áurea,  ascendia  apresentando no azul  límpido do céu um quadro de muito exotismo, ali retratando o Planeta Terra em versão de esperança futurista, uma pintura  divinal, extrafísica, cercada de  palavras sonoras, policromadas bem assim: PLANETA/TERRA/ESPERANÇA/ESPIRITUALIDADE.

 

 

A PRAIA DO CABO BRANCO

Como um quadro, uma tela artística, bela aos olhos, retratamos a maravilhosa praia do Cabo Branco, é dela que dedico esta crônica, é a ela que me esforço para chegar na percepção de sua beleza e calmaria. É a praia do Cabo Branco, que separada das demais praias da Capital,   pelo  busto do Almirante de Tamandaré, saúda os pessoenses e paraibanos todos os dias que Deus lhes Dá.

             A Praia do Cabo Branco, dá vida a  cidade, desperta a alma do seu povo e encanta os seus visitantes, pela força de suas ondas e o canto imaginário das sereias. Os olhos admirados e amigos  percorrem toda a sua orla,parecendo ir ao seu encontro, com a magia e fulgor de um ser, que busca e procura a chama da liberdade e a felicidade sem fim.  

              Olhando vai vendo nas espumas que se esparramam pela areia, banhistas animados , passantes nas sua calçadas, caminhando ou correndo,  bicicletas de todas as cores,  as vezes até os proibidos skates , tudo isso misturado a barraquinhas  oferecendo água de coco doce, e outras bebidas e petiscos vários.

E as crianças que maravilha! Umas em carrinhos com seus pais e irmãos, outras peraltas com bolas e pequenas bikes enfeitadas, babás cuidadosas, cuidadoras de velhinhos atentas,  e idosos relaxando ou fazendo exercícios, com também jovens, em espaços próprios a  movimentos mil.

E lá está também os cachorrinhos de coleiras, felizes com os seus donos, balançando os rabinhos,  por vezes levantando a patinha em algum banco de concreto ou poste encontrado, para o que podemos chamar  de cantinho do alívio canino.

Passeando e caminhando, vamos, e não é que encontramos a histórica casa do ilustre paraibano, escritor e político, José Américo de Almeida, agora transformada em Fundação Casa, para que seja sempre resgatado o seu nome e repassada a outras gerações , o seu exemplo de homem público, que orgulha a nossa Paraíba. Nessas águas verdes ou azuis,  frente a sua casa, gravado nas areias  da praia está o seu nome, sempre banhada pelas ondas que vem e vão, em movimentos sonoros e vibrantes, trazendo junto a saudade de um tempo, que já se fora e o ânimo do tempo que se espera melhor.

Não esqueçamos  do dia alegre do deficiente, do cadeirante, que tem ali em  frente a Fundação o  Projeto de inclusão, que funciona a seu favor, enfrentando os  desafios  e limites e  que sorrindo, vai dominando as águas quentinhas do mar.

                A orla do Cabo Branco, é fechada para carros das 5 às 8 horas da manhã,  possibilitando assim  aos caminhantes mais segurança e tranquilidade.  Os bons hotéis estão ali, pousadas , clubes sociais, restaurantes, lindas casas e edifícios de apartamentos. Acima deles está a Constituição Estadual,  que proíbe a construção de espigões na orla marítima, a partir do quarto andar, em preservação ao meio ambiente.

                Deslumbrados, chegamos a Ponta dos Seixas, cartão postal de nossas praias, pelas rochas que aparecem como cascatas, vivas e iluminadas, mas que atualmente traz lamúrias pelas suas pedras em erosão, lembrando o medo cantado por Raul Seixas, “ Aprendi , o segredo o segredo o segredo da vida,  vendo as pedras que choram sozinhas no  mesmo lugar”. Sonhamos então para que o ar, o vento e as águas façam as pedras sorriem no mesmo lugar.

Na Paraíba, no Cabo Branco fica  o Ponto Extremo Oriental mais alto das Américas, sofrendo com a degradação do meio ambiente, pelo avanço da área com construções inadequadas , sem drenagens, causando danos significativos e penosos. Que a Paraíba, o Cabo Branco, cante e sonhe, toque os  seu tambores, soando lá de cima do Ponto Extremo mais alto das Américas a sua canção de Amor  e felicidade , na mesma altura que merece ser entoada.

Esperemos que políticas públicas inteligentes, que homens fortes e destemidos, que seu povo mais consciente possível,  tenham a ousadia a  coragem e a sabedoria, sentindo o ar  fresco da verde Mata Atlântica que contorna o nosso litoral, vencer as intemperes  do tempo,  preservar enfim a natureza bela de nossas praias , do nosso eterno Cabo Branco, ofuscado pelo seu Farol, que brilha e brilha para todos nós;

 Viva a Paraíba! Viva nossa terra! nossas praias! Cuidemos  e sejamos mais felizes.                                                                                                                    

                                                                                                      Eliane Dutra Fernandes.